Sábado, 1 de Setembro de 2007

TPM

É meia noite e estou aborrecida. Escrevo porque, embora esteja aborrecida, metade do meu aborrecimento é sugado virtualmente para a escrita.
Não consigo evitar este sentimento entorpecedor que me consome como se fosse fogo e eu um fósforo. Ele deixou a sua faísca e eu, indefesa, nada pude fazer. Matreiro, esse sentimento deixa-me a imaginar-me no meu "quê" de "slow-motion"; a olhar para o relógio, vendo os segundos tornarem-se minutos, os minutos tornarem-se horas e essas mesmas horas... eu sei lá. Até a ventoinha transformou a sua brisa num lento bafo; até o "zumzum" constante dos carros lá fora me parece distante e distorcido.
Já nem aquela música de "65daysofstatic" me faz vibrar.Parece que a vida se me esvaiu do corpo.
Olho para o calendário.
Dia 2, dia familiar, dia do início do mês, dia de ... olha que merda.

Eu aqui a tentar escrever qualquer coisinha pseudo-poética acerca do meu aborrecimento e afinal é Tensão Pré-Menstrual.

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

7 (retirado d'O Retiro do Pensador)

7 coisas que faço bem:
- dormir
- a pontuação nos textos, segundo o Sérgio
- espreguiçar-me
- cantar no meu cantinho
- tomar o meu café e fumar o meu cigarro de manhãzinha
- fazer "festinhas"
- ficar "na lua"


7 coisas que não faço bem ou não sei fazer:
- andar de bicicleta
- assobiar
- ficar de pés bem assentes na Terra
- cozinhar
- ser submissa
- olhar alguém directamente nos olhos
- ter calma em situações de stress


7 coisas que me atraem no sexo oposto:
- sentido de humor
- a força do olhar
- inteligência
- descontracção
- sensibilidade
- "fofice" (lol)
- frontalidade


7 coisas que digo frequentemente:
- Choca aí!
- Foda-se, ai o caraaaalho..
- 'tás-te a revelar..?
- Whatever.
- Vá láááa.. não sejas assiiiiim..
- Opá, fogo!
- Esta merda tem batidos?


7 actores actrizes que admiro:
- Alan Rickman
- Jake Gylenhaal
- Hugh Laurie
- Charlize Theron
- Johnny Depp
- William Petersen
- Nicole Kidman


7 músicas que nunca me cansam:
- "505", por Arctic Monkeys
- "Heartshaped Box", por Nirvana
- "And I Told Them I Invented Times New Roman", por Dance Gavin Dance
- "Duvet", por Serial Experiments Lain
- "Falling", por Lacuna Coil
- "The Dark Trail", por The Fall of Troy
- "Farewell, My Lovely", da BSO de "Old Boy"




and so on.

Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Desabafos.

Sabem o que me apetecia?
Sabem mesmo o que me apetecia?
Uma boa noite de chuva;
sentada no meu cantinho, no parapeito de uma janela, no silêncio da madrugada.
Assim, a beber leitinho quentinho!
Aaaah... que falta que me faz!
Ninguém tem assim um cantinho destes que me possa emprestar?
x.x




Terça-feira, 12 de Junho de 2007

Raiva.


Apetece-me escrever. Apenas escrever. Uma coisa com sentido ou sem sentido, mas que seja sentida e expelida do meu mais profundo ser.

Neste momento estou com raiva.

Que raiva? Aquela raiva de partir pratos, de rasgar almofadas, de desfazer cadernos, de despedaçar espelhos, de basicamente, extrair da nossa mente, através de actos, aquilo que esta realmente deseja: a ruína, o desvario, a perda dos sentidos que nos fazem ser um ser sensitivo e activo em vez de um ser passivo ao qual nada incomoda. Aconteceu? Ora que pena, pensam eles.

Raiva? Raiva porquê? Raiva porque sim. E porquê "porque não"? Porque me apetece ser do contra. Apetece-me, talvez só por agora, deixar de ser a pseudo-bonequinha de porcelana, muito amiguinha, muito submissa, muito delicodoce; essas matrafonas só têm aparência, só dão ares de si - no entanto, no interior, são ocas e destituídas de qualquer poder sensitivo, de qualquer sentimento.

Gostava de ter o interior dessas mesmas bonecas de porcelana; assim, não sentiria a raiva que sinto neste momento. Raiva infundada, talvez, é o que se pode pensar, mas não - raiva por sentir e pensar; raiva por amar, gostar, apoiar; raiva por partilhar, mimar, ajudar. Raiva por todos aqueles verbos que fazem de nós pessoas boas, em vez de apenas pessoas. Raiva de mim mesma e de parte do que sou.

Sábado, 2 de Junho de 2007

Shhhh..

A consciência tem voz.
Não a consegues ouvir?
Tenta; só mais um bocadinho.
Ainda não conseguiste?

Que estranho, pensas tu. Começas a achar que ela sente que ainda não estás preparado para a ouvir; porque tens um turbilhão de emoções dentro de ti, cada uma a falar por sua vez, querendo ser mais importante que as outras; o amor a esconder o ódio, o ódio a esconder o amor, a calma aparente por cima da raiva que se quer soltar, a raiva que não quer que a calma o faça parar.
Chegas à conclusão que a consciência só vai deixar que a oiças quando parares.
Páras. Deixas o silêncio tomar conta de ti.
Deixas o anjinho e o diabinho entrar finalmente em cena; deixa-los debaterem-se furiosamente enquanto te tentam levar à salvação ou à condenação. Leva-los à exaustão. Deixa-los explodir e desaparecer.
Finalmente, apercebes-te; apercebes-te que a tua consciência se eclipsou e que a única razão porque ela te deixou foi a tua decisão de não a ouvir nos momentos em que mais devias.



Pára, antes que precises dela, mais que sempre, mais que nunca.
Enche-te de silêncio e pára.


Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Mééééns.

Sim, a culpa é da Jo, que me fez reabrir o meu blog.
Shame on you, Jo.
Oh, bolas, tenho que ir dormir.